As estatísticas sobre o fechamento de restaurantes devido à pandemia são simplesmente chocantes: a revista Fortune noticiou, no início deste ano, que 110 mil bares e restaurantes fechariam as portas em 2020. A triste verdade é que, desde a divulgação desses dados, o número de estabelecimentos fechados pode ter aumentado ainda mais. Neste momento turbulento para o setor de alimentos e bebidas, é importante encontrar um lado positivo, e todos nós podemos nos lembrar de pelo menos um lugar querido que sobreviveu a circunstâncias inimagináveis. De acordo com a Nation's Restaurant News, uma maneira importante para os restaurantes resistirem à pandemia e continuarem a fazê-lo é por meio de suas embalagens.
Com o fechamento de restaurantes em todo o país devido ao distanciamento social e ao uso obrigatório de máscaras, eles estão se voltando para os serviços de entrega, retirada no local e entrega na calçada — você já sabe disso. Mas os fatos comprovam que, para cada mudança operacional inteligente, uma decisão igualmente inteligente em relação à embalagem também desempenha um papel importante.
Por exemplo, o sofisticado grupo de restaurantes RPM, de Chicago, precisava encontrar uma maneira de entregar seus requintados jantares de carne e culinária italiana diretamente na casa dos clientes sem sacrificar a qualidade. A solução? Trocar as embalagens plásticas descartáveis por embalagens de alumínio, que podem ser transferidas diretamente para o forno do cliente para reaquecimento.
Em Nova York, a Osteria Morini é especializada em massas frescas. Mas, como todos sabemos, entregá-las é um desafio, pois, com o tempo, o macarrão cozido absorve todo o molho como uma esponja, e a refeição entregue em sua casa fica parecendo uma grande massa compactada. Por isso, o restaurante investiu em novas tigelas mais fundas, que comportam mais molho — mais do que o macarrão consegue absorver durante o transporte.
Por fim, na Pizzeria Portofino de Chicago (outro restaurante do Grupo RPM), a embalagem se tornou uma espécie de cartão de visitas. A pizza já é uma comida muito prática para viagem, e a clássica caixa de pizza realmente não evoluiu. Mas a Portofino adicionou uma série de ilustrações chamativas em cores vibrantes às suas caixas, uma estratégia para destacar o restaurante na embalagem e garantir que os clientes se lembrem dele na próxima vez que quiserem pedir uma pizza. Não é uma surpresa jantar em uma embalagem tão charmosa?
Além dessas inovações em embalagens, o artigo da NRN também abordou outras medidas inteligentes adotadas por restaurantes em resposta ao fechamento de estabelecimentos e a diversos desafios comerciais, que valem muito a pena ler. Sei que, da próxima vez que eu levar para casa um prato principal perfeitamente preparado e bem quente, terei uma nova compreensão de toda a criatividade envolvida para que ele chegue até mim.
O maior problema que observei durante o nosso ano de serviço de entrega foi o fator umidade. Bandejas de estireno/plástico com tampas, sejam do mesmo material ou de papelão, precisam manter o calor, mas não permitem ventilação para evitar que a condensação umedeça o conteúdo. Pior ainda é o uso contínuo de sacolas plásticas em vez de papel. Gostaria muito de ver um material reciclável que controlasse a umidade e a condensação, mantendo os alimentos aquecidos. O recipiente/tampa de celulose é melhor, mas como o interior costuma ser encerado (para evitar a absorção de suco e a dissolução), voltamos à estaca zero. Talvez uma base/bandeja mais lisa, encerada ou selada, e uma tampa separada, com superfície interna áspera e sem vedação, para reter parte da umidade que sobe dos alimentos. Ao falarmos sobre o desenvolvimento desse setor, por que não considerar algo mais denso, que possa ser aquecido no restaurante antes de ser preenchido com a comida, funcionando como um aquecedor durante a entrega?
Data da publicação: 21 de outubro de 2021